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{Setembro 28, 2007}   Violência e Alcoolismo

O abuso de bebidas alcoólicas é citado no relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das causas dos maus-tratos infantis, da violência juvenil e entre marido e mulher e dos acidentes de trânsito. A OMS alerta ainda que cada vez mais a produção e comércio de álcool são envolvidos pela globalização, o que implica novos desafios para combater o problema.  Na Bahia o Projeto de lei intitulado de “lei seca”,que autoriza a Secretaria de Segurança Pública (SSP) a restringir o horário de funcionamento de estabelecimentos de comércio de bebidas alcoólicas vem causando polêmica entre a população soteropolitana. A diretora do Departamento de Crimes Contra a Vida (DCCV), da Polícia Civil, Marta Nunes, é a favor do Projeto de Lei.  Ela diz que, se a prática funcionou em Diadema, cidade do ABC paulista, que implantou a “lei seca” em 16 de julho de 2002, não tem por que não dar certo em Salvador. “As estatísticas nos mostram que a maioria dos crimes ocorridos nesses horários está associada ao uso de bebida”, avalia. Mesmo sendo a favor da lei ela diz que, para surtir resultados, é preciso associar a medida a outras iniciativas. “Precisamos iluminar os bairros periféricos, além de criar políticas sociais mais efetivas. Percebemos que o jovem está à mercê da criminalidade”, assinala.  Embora os dados não relacionem o índice da violência ao consumo de bebidas alcoólicas, a última estatística divulgada pelo Centro de Documentação e Estatística da Policia Civil da Bahia (CEDEP) sobre a violência em Salvador demonstra que houve um aumento de 38,2% no número de homicídios nos nove primeiros meses de 2007. Entre 1º de janeiro e o dia 13 de setembro, foram assassinadas 870 pessoas.

Simone



[...] fazer com que donos de bares fechem as portas mais cedo, numa tentativa de reduzir estatísticas da violência urbana e dos acidentes de [...]



[...] jamais poderão fechar as portas às 22h. “Não vejo nesta lei, a medida mais viável para reduzir a violência, quem vive desse tipo de comércio, precisa dessa renda para sobreviver,” afirma [...]



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