Por Simone
Em 2005, segundo dados do último Censo da Educação Superior do Ministério da Educação, 6.328 estudantes com algum tipo de necessidade especial estavam matriculados nas universidades brasileiras. Para o estudante de Direito, Paulo Roberto Andrade, 24 anos, que tem um irmão com paralisia dos membros inferiores, a questão da inclusão de deficientes nas universidades ainda é um desafio muito grande porque é preciso consciência social do próprio aluno e mais preparo dos professores que vão receber esse calouro. “Nos já avançamos bastante, mas ainda é preciso evoluir mais. É importante que o aluno entre e consiga terminar o curso. Não adianta só entrar e não conseguir se locomover ou não ter equipamentos e materiais adequados”, conta ele.
Vale ressaltar que está no âmbito federal, dentre outras iniciativas, o inciso III do Art. 208 da Constituição Brasileira se refere ao atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, “preferencialmente na rede regular de ensino”. Na Política Nacional de Educação Especial elaborada em 1994 (MEC/SEESP, 1994), o MEC estabelece como diretrizes da Educação Especial apoiar o sistema regular de ensino para a inserção dos portadores de deficiências, e dar prioridade ao financiamento de projetos institucionais que envolvam ações de integração.